quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Casamento de divorciados. O que diz a Bíblia sobre isso?

Casamento de divorciados. O que diz a Bíblia sobre isso?

O divórcio é um assunto extremamente polêmico, pois temos visto, inclusive, muitos pastores nessa situação, ou seja, foram casados um dia, se divorciaram e contraíram um novo matrimônio. Eu particularmente, não gosto de pregar sobre isso, tendo em vista que acima de tudo, trata-se também de um problema social. Se este assunto fosse sempre tratado na Igreja desde o princípio e sem protecionismo, nós não estaríamos vivendo neste contexto atual.

Solicito em Cristo Jesus que; não creia em tudo o que eu escrever daqui para frente, pois sou humano e também sujeito a falhas, mas ore e peça direção a Deus e deixe que o Espírito Santo lhe dê uma posição definitiva. Independente do que eu ou você ache, entreguemos a Deus as nossas vidas e que elas sejam como Deus quiser. Amém? Pois para mim, que tenho um casamento solidificado, é fácil julgar e dizer o que os separados devam ou não fazer, o difícil é para eles, e Deus conhece os corações, e sabe perfeitamente o que é sentir-se sozinho nesta vida. Porém temos uma esperança e sabemos que a nossa vida não é aqui, porque esta vida é passageira e não sabemos quanto tempo ainda nos resta nesta carne. O mais importante para nós, é quando findar esta vida estarmos em completa comunhão com Deus, pois assim sendo, seremos ressuscitados para nunca mais morrermos e aquilo que o olho não viu, nem chegou ao coração dos homens, é o que Deus preparou para os que o amam.

Antes de começar, faz-se necessário dizer que nunca poderemos tirar qualquer conclusão baseando-nos em apenas dois ou três versículos e sim, se preciso for, teremos de ler toda a Bíblia para ter um entendimento de um único versículo. Os homens maus, vão de mal a pior, enganando e sendo enganados.

Jesus disse em, Mat Cap 5, Vers 32 “...Qualquer que repudiar a sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz com que ela comete adultério; e qualquer que casar com a repudiada comete adultério...”.

A palavra adultério, "moichéia" no grego, não é repetida no texto original e, primeiramente, diz “pornéia" que significa fornicação ou sexo ilícito também em grego (sexo cometido antes do casamento). Quando contextualizamos as fases do casamento citado por Cristo, podemos perceber quão diferente era dos nossos dias e que o mesmo era divido em três fases; noivado, contrato de casamento e o casamento propriamente dito.
Noivado: na maioria das vezes era feito pelos próprios pais enquanto o casal ainda era criança. Esse poderia ser naturalmente anulado.

Contrato de casamento: era nada mais que a ratificação do noivado, o qual somente poderia ser defeito através do processo de divórcio, a partir daí haveria o período de um ano para as preparações para o casamento. Enquanto durasse esse período de contrato, o casal era tomado como marido e esposo, sem que tivessem contato sexual ou vivessem juntos, pois não tinham esse direito. Eram desposados.

Casamento: após todas as comemorações e cerimoniais passavam então a viver debaixo do mesmo teto e poderiam então manter relações sexuais.

Depois de cumpridas todas as fases do casamento, se o marido descobrisse na noite de núpcias que a sua noiva não era virgem, o significava que havia sido enganado ou traído, poderia lhe dar carta de divórcio. Isso foi exatamente o que intentou José ao saber que Maria estava grávida de Jesus (Mat 1:19); sendo advertido pelo anjo que era obra de Deus (Mat 1:20). Fato é que; até bem pouco tempo, a nossa legislação também amparava o noivo com a anulação do casamento se a noiva não fosse virgem, tal qual no passado.

Jesus ensinou que se alguém repudiar a sua minha mulher só porque não mais a ama, ficou feia, engordou etc, como era na lei de Moisés que autorizava este ato, estará provocando o pecado dela e, se ela pecar, terá participação nesse pecado. Ele faz uma advertência para que ninguém repudie a mulher e, abre uma exceção; caso ela cometa “moichéia” [exceção essa já foi contextualizado acima] está permitido o repúdio. Fora desse contexto, ou haja o perdão ou fiquem sem se casar, porque quem se casar com a repudiada também comete adultério. Segundo o texto bíblico somente o homem podia pedir o divorcio e repudiar a sua mulher, e o homem e a mulher não estavam no mesmo pé de igualdade. Em hipótese alguma a mulher podia pedir ou dar carta de divorcio.  

Um pouco mais adiante, no Cap 19, depois de Jesus concluir alguns discursos, saiu da Galiléia e dirigiu-se aos confins da Judéia, além do Jordão. Quando chegamos no Vers 3, lemos assim: “...Então, chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?...”  – Ele deu a mesma resposta dada no Cap 5, ou seja, no verso seguinte ele respondeu; “...Ele porém respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que no princípio, o criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mas dois, mas, uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não separe o homem.

Disseram-lhe eles: Então por que Moisés mandou dar carta de divórcio e repudia-la? (eles estavam tentando a Jesus e ele sabia perfeitamente disso).

Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar a sua mulher, mas no princípio não foi assim. Eu vos digo, porém que qualquer que repudiar a sua mulher, não sendo por causa de prostituição (moichéia), e casar com outra, comete adultério e o que casar com a repudiada também comete adultério.

Os discípulos entenderam tão bem os ensinamentos de Cristo que chegaram a seguinte conclusão:

Disseram-lhe seus discípulos: Se esta é a condição do homem relativamente, a mulher não convém casar. Ele porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido...”.

E assim concluiu no versículo 12:

"Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do Reino dos céus. Quem pode receber isso, que o receba".- Podemos receber isto? O que é mais importante em nossas vidas? Será que é o reino dos céus?

Notemos que muitos se baseiam nesse capítulo de Mateus onde não diz que podem se casar novamente em caso de adultério e nem tampouco induz o homem ao pecado para poder livrar-se do casamento e sim; expôs em que circunstância a parte traída poderá repudiar o traidor. Porém em ambos os casos, a determinação é a mesma: se casar de novo comete adultério.

Por isso servir a Deus implica em negar a si mesmo, escolhendo seguir a vontade de Deus. Muitos hoje já estão se casando com o pensamento, fruto de ensinos de homens já contaminados, de que poderá não ser para a vida inteira, mas que se não der certo poderão separar e tornar a se casarem. A Bíblia deixa claro que se amarmos mais as coisas deste mundo do que a Deus, não seremos dignos dele. Vale a pena renunciar o mundo por amor a Jesus. Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno (Mat 5:29).

Em Romanos, no Cap 7 e Vers 1 a 3,  lemos “...Não sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo em que vive? Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, esta-lhe ligada pela lei; mas morto, o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adultera se for doutro marido; mas morto o marido, livre está da lei e assim não será chamada adúltera se for doutro marido...” Sabemos que só temos duas condições de repúdio, uma é a com motivos (adultério) e a outra é sem motivos (falta de amor etc) e em ambas as condições, a orientação é a mesma. Paulo ainda escreveu em I Corintios, Cap 7 e Vers 10 e 11 “ ... Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido. Se porem se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher...”. Mas adiante, no Ver 39 diz: “... A mulher casada está ligada pela lei, todo o tempo em que o marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contando que seja no Senhor...”.

Quantas vezes o homem poderá se divorciar? Todas as vezes que ele achar uma outra mais interessante ou, como é comum hoje, por incompatibilidade de gênios, ele a trai e pronto. Chega em casa, conta para a esposa e pode ir embora dar entrada na papelada para o divórcio e se casar de novo, tanta quantas forem às vezes que desejar. Sem Lei, não há pecado. O povo de Deus tem sido secularizado. O mundo tem dado o sabor a Igreja, fazendo com que se torne sal insípido, pois aceitamos seguir o que agrada os nossos olhos e satisfaz os desejos dos nossos corações. Entretanto, diz a Bíblia que enganoso é o coração do homem (Jer 17:9).

A família é a Célula Máter (mãe) da sociedade. Uma vez destruída a família, a sociedade também é destruída. O que será dos filhos dessa União destruída pelo Diabo? Por isso também Deus proibiu um novo casamento em caso de divórcio e incentivou o perdão entre as partes. Por se multiplicar a iniqüidade (se tornar comum o pecado, todos fazem), aquilo que é contra as Leis de Deus, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo.

Leia o que diz em Ezequiel 3:18 a 21: “...Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; não o avisando tu, não falando para avisar ao ímpio, acerca do seu caminho ímpio, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua maldade, mas o seu sangue da tua mão o requererei. Mas, se avisares o ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu caminho ímpio, ele morrerá na sua maldade, mas tu livraste a tua alma

Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça, e fizer maldade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá; porque, não o avisando tu, no seu pecado morrerá, e suas justiças que praticara, não virão em memória, mas o seu sangue da tua mão o requererei. Mas, avisando tu o justo, para que o justo não peque, e ele não pecar, certamente viverá, porque foi avisado e tu salvaste a tua alma...”.

Como serão as famílias num futuro próximo? Acreditarão que o casamento não é uma instituição falida? A que Lei devemos seguir? A lei dos paises que permitem o divórcio, a união de homossexuais e etc, ou a Lei de Deus que proíbe todas essas coisas (ver o exemplo dado em Daniel, sobre Sadraque, Mesaque e Abednego)? Os que atualmente se encontram casados novamente, mas com os ex-conjuges ainda vivos, quer queiram ou não; biblicamente estão em adultério, e os adúlteros não herdarão o Reino de Deus.

Agora, o que dizer a uma pessoa que antes de conhecer a Jesus, era viciada em drogas? Devo dizer-lhe que dos pecados dela Jesus não se lembra mais e que Deus não leva em conta o tempo da ignorância, e que ela pode continuar a usar as drogas porque quando começou não sabia? Devo dizer a quem está em adultério que continue adulterando, pois quando se casou não sabia que adulterava ou, devo dizer que agora que sabe, deve negar a si mesmo? Os que defendem o casamento entre divorciados, na sua extrema maioria defendem a sua própria causa.

Aconselho-te que leia inteiramente os capítulos aqui mencionados, pois foram destacados somente os pontos julgados serem principais no assunto em questão. O fato de ter-se casado somente no civil não impede a pessoa de tornar um só corpo com o outro, pois foram ligados pela lei dos homens e, no Senhor, seria dizer que o casamento estaria de acordo com os mandamentos que temos. Se me amardes, guardarás os meus mandamentos e, aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama.

Concluindo, se estás casado, não se separe. Se o casamento tornou-se insuportável, impossível, é aí que Deus há de Operar, pois Ele é o Deus do possível e há de restaurar esse lar. O Diabo veio para matar, roubar e destruir, mas Jesus veio para nos libertar.

Deus nos abençoe rica a abundantemente.


Nenhum comentário:

Postar um comentário